Atualizado em Abril de 2026.
A fadiga e o cansaço são problemas comuns a muitos quadros psiquiátricos, como a Depressão e os Transtornos de Ansiedade.
Agora, o que fazer quando uma das Medicações utilizadas para tratar esses problemas acaba por também poder causar Cansaço, sonolência e Fadiga?
Abaixo vamos abordar o funcionamento dos Antidepressivos e as possíveis causas desses sintomas.
O que são antidepressivos? Como funcionam?
Os Antidepressivos são medicações que têm uma série de indicações na prática clínica, e inclui uma série de medicamentos que atuam por mecanismos de ação diferentes.
O que essas medicações têm em comum é a sua ação envolvendo a comunicação entre células nervosas, também chamadas de neurônios, e mais especificamente nas substâncias utilizadas por elas para se comunicarem, os chamados Neurotransmissores.
Os principais Neurotransmissores em que os antidepressivos atuam são Serotonina e Noradrenalina.
Por que pode dar cansaço e fadiga?
A depender da medicação e do organismo da pessoa outros Neurotransmissores podem ser modulados pelos antidepressivos, como a dopamina, acetilcolina e a histamina, por exemplo.
Quando as medicações atuam sobre acetilcolina e histamina efeitos colaterais de cansaço, sonolência e fadiga podem acontecer.
Importante saber
Além dos mecanismos diretos nos Neurotransmissores, é importante considerar que o Cansaço associado ao uso de Antidepressivos pode ser mais frequente nas primeiras semanas de tratamento.
Esse período inicial costuma envolver uma adaptação do organismo às Medicações, com ajustes na regulação da Serotonina, Noradrenalina e outros sistemas neuroquímicos.
Em muitos casos, esses sintomas tendem a diminuir progressivamente ao longo do tempo, especialmente quando há boa adesão ao tratamento e acompanhamento médico adequado.
Outro ponto relevante é que nem todo Cansaço durante o uso de Antidepressivos deve ser automaticamente atribuído à medicação. Sintomas como Fadiga persistente, baixa energia e sonolência também podem fazer parte do próprio quadro do Transtorno de Humor ou Ansiedade.
Outros fatores que devem ser levados em conta são: qualidade do sono, rotina, alimentação e nível de atividade física.
Por isso, uma Avaliação Psiquiátrica cuidadosa é fundamental para diferenciar causas e ajustar o tratamento de forma individualizada.
Como lidar com esse posível efeito colateral?
No Próximo Texto vamos comentar algumas medidas que podem te ajudar a lidar com esse possível efeito colateral.
* O conteúdo deste site tem caráter informativo e não substitui avaliação médica individual.
Sobre o autor: Dr. Vitor Cavenaghi é médico psiquiatra, especialista pela USP, com atuação em Depressão e Transtorno Bipolar. É doutorando em Psiquiatria pela Faculdade de Medicina da USP e International Member da American Psychiatric Association (APA). Atende em consultório privado em São Paulo.
Referências
- Stahl SM. Stahl's Essential Psychopharmacology: Neuroscientific Basis and Practical Applications. 5th ed.
- National Institute for Health and Care Excellence (NICE). Depression in adults: treatment and management. Updated guideline.
Última atualização: Abril de 2026. Conteúdo revisado com base em evidências científicas atuais.
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Clenilton Leal De Almeida
Vanessa
Leandro Santos
Leandro Santos
Maria Lúcia Freire
Dr. Vitor Cavenaghi