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Depressão Crônica: Distimia ou Depressão Maior? Entenda as diferenças

Entenda a diferença entre Depressão Persistente (Distimia) e episódios prolongados de Depressão Maior

É comum receber pacientes que dizem: "Estou deprimido há anos". Essa frase pode descrever situações clínicas diferentes.

Algumas pessoas apresentam um episódio de  Depressão Maior que permanece ativo por muito tempo, muitas vezes por falta de um tratamento adequado. Outras convivem com um quadro chamado Transtorno Depressivo Persistente, também conhecido como Distimia, caracterizado por sintomas depressivos contínuos e mais duradouros.

Embora ambos possam ser entendidos popularmente como Depressão Crônica, existem diferenças importantes.

Na Distimia, o humor deprimido costuma persistir por pelo menos dois anos, frequentemente acompanhado de baixa autoestima, fadiga, desesperança e dificuldade de concentração.

Já na Depressão Maior Crônica, os sintomas costumam ser mais intensos e correspondem a um episódio depressivo que não apresentou remissão adequada.

Um aspecto pouco conhecido é que pessoas com Distimia frequentemente acreditam que seu jeito de ser "sempre foi assim", esse estado acaba se confundindo com a própria personalidade da pessoa.

Como os sintomas surgem de forma lenta e permanecem por anos, muitos deixam de perceber que existe um transtorno tratável. Esse fenômeno pode atrasar o Diagnóstico da Depressão por muito tempo.

Independentemente do tipo de Depressão, o tratamento adequado  pode proporcionar melhora significativa da qualidade de vida.

A combinação entre Psiquiatria, Psicoterapia, mudanças no estilo de vida e, quando indicado, medicamentos antidepressivos representa a estratégia com melhores evidências científicas, mas deve ser combinada e esolhida de acordo com as necessidades de cada paciente.

Hoje com o avanço dos tratamentos medicamentosos, e da Psiquiatria Intervencionista, o leque de opções para tratamento se ampliou, e as possibilidades para se atingir a Remissão, aumentaram.

 

*O conteúdo deste site tem caráter informativo e não substitui avaliação médica individual.

 

Sobre o autor: Dr. Vitor Cavenaghi é médico psiquiatra, especialista em Psiquiatria pela USP, com atuação em Depressão e Transtorno Bipolar. É doutorando em Psiquiatria pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e membro da American Psychiatric Association (APA). Atende em consultório privado em São Paulo.

 

Referências

  • American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5).
  • McIntyre RS, et al. The clinical characterization of persistent depressive disorder (dysthymia): current concepts and future directions. The Lancet Psychiatry. 2023.
  • National Institute for Health and Care Excellence (NICE). Depression in adults: treatment and management. 2022.

 

Quando procurar ajuda profissional

Se você se identificou com alguns dos sintomas ou dificuldades descritos neste texto, vale a pena procurar uma avaliação especializada de saúde mental.

A avaliação psiquiátrica permite compreender melhor o quadro e discutir possíveis estratégias de tratamento.

Dr. Vitor Cavenaghi atende pacientes em consultório privado em São Paulo.

👉 Informações sobre agendamento podem ser encontradas aqui.

 

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